Como usar Gerador de UUID
A necessidade de identificadores únicos em sistemas distribuídos existia muito antes do UUID ter esse nome. Nos anos 1980, a Apollo Computer, empresa que produzia workstations Unix de alto desempenho antes da era do PC, enfrentava um problema real: como identificar recursos em uma rede de máquinas independentes sem um servidor central de controle? A solução emergiu como UUIDs dentro do padrão DCE (Distributed Computing Environment) da Open Software Foundation. Mais tarde, a Microsoft adotou uma variante chamada GUID (Globally Unique Identifier) no COM e no registro do Windows — GUID e UUID são tecnicamente a mesma coisa com nomes diferentes. O RFC 4122, publicado em 2005, formalizou o padrão que a maioria das linguagens e bancos de dados implementa hoje.
Existem sete versões de UUID, cada uma projetada para um propósito diferente. A v1 usa o timestamp atual em intervalos de 100 nanossegundos desde 15 de outubro de 1582 — escolha curiosa: a data da adoção do calendário gregoriano — combinado com o endereço MAC da interface de rede. Funciona e é monotonicamente crescente, mas vaza informações sobre a máquina e o momento exato de geração. A v3 e a v5 são determinísticas: dado o mesmo namespace e o mesmo nome, produzem sempre o mesmo UUID — v3 usa MD5, v5 usa SHA-1 (prefira v5 para código novo). São úteis para criar IDs estáveis a partir de conteúdo, como URLs canônicas. A v4 é a mais popular: 122 bits de aleatoriedade pura — a probabilidade de colisão ao gerar um bilhão de UUIDs por segundo durante cem anos é menor que um em um bilhão. A v7, publicada no RFC 9562 em 2024, é a evolução mais importante: combina os 48 primeiros bits como timestamp Unix em milissegundos com bits aleatórios nos restantes. O resultado é um UUID ordenável por tempo, ideal como chave primária em bancos de dados — diferente da v4, inserções com v7 não fragmentam índices B-tree.
A escolha da versão certa depende do contexto. Para chaves primárias em bancos de dados com alto volume de inserções, v7 é a resposta certa em 2024: é lexicograficamente ordenável, reduz fragmentação de índice e mantém aleatoriedade suficiente para evitar colisões. Para identificadores aleatórios sem requisito de ordenação — tokens de sessão, IDs de pedidos, identificadores de eventos — v4 é a escolha clássica e amplamente suportada. Para criação de IDs estáveis a partir de conteúdo — uma URL canônica, um nome de arquivo, um recurso identificado por string — use v5. Evite v1 em sistemas novos: a inclusão do endereço MAC viola privacidade e pode criar colisões em ambientes virtuais onde o MAC é gerado sinteticamente. Esta ferramenta usa `crypto.getRandomValues` do navegador para garantir aleatoriedade criptograficamente segura nos modos v4 e v7.
Formato
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Perguntas frequentes
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