Como usar Markdown para HTML
John Gruber criou o Markdown em 2004, em colaboração com Aaron Swartz — o mesmo Aaron Swartz que cofundou o Reddit, desenvolveu o RSS 1.0 e foi um dos maiores ativistas pela abertura da internet. A ideia era resolver um problema que todo escritor técnico conhecia: HTML é ruído visual quando você tenta ler o texto puro. Um artigo com `<p>`, `<strong>` e `<a href=...>` ainda é texto, mas as tags poluem a leitura. Gruber queria um formato que fosse legível como texto simples e que também pudesse ser convertido em HTML sem esforço — e em grande parte conseguiu.
A adoção foi silenciosa mas transformadora. GitHub adotou Markdown para READMEs em 2009 e o formato mudou de status: de pronto, cada repositório open source tinha documentação legível. Stack Overflow, Reddit, Discord, Notion, Obsidian, Jira — em 2024 é mais fácil listar as ferramentas que não suportam Markdown do que as que suportam. O formato virou a lingua franca da documentação técnica. Surgiram dialetos: CommonMark (especificação formal de 2014), GitHub Flavored Markdown (com tabelas e task lists), MDX (Markdown com componentes JSX). Esta ferramenta implementa a sintaxe básica do CommonMark.
O output é um fragmento HTML — sem `<html>`, `<head>` ou `<body>`. Se você vai exibir esse HTML diretamente no browser com conteúdo de terceiros, atenção ao XSS: um link `[clique](javascript:alert(1))` é Markdown válido e gera um `href` executável. Em produção com conteúdo não confiável, sempre passe o HTML gerado por uma biblioteca de sanitização como DOMPurify antes de inserir no DOM.
Exemplo
# Guia
- passo **um**
- [site](https://example.com)
Perguntas frequentes
Para que serve esta ferramenta?
Ela roda 100% no seu navegador: útil para validar, formatar ou converter dados no dia a dia de desenvolvimento.
Meus dados são enviados a algum servidor?
O processamento é feito localmente via JavaScript. Não armazenamos o conteúdo que você cola nas caixas de texto.
Posso usar em produção ou para dados reais?
Use por sua conta e risco. Para segredos (senhas, tokens), prefira ambientes controlados e políticas da sua empresa. E lembre sempre de revisar os conteúdos gerados. Nunca confie cegamente nas coisas que vê na internet.