Como usar Gerador de CPF e CNPJ
O CPF (Cadastro de Pessoa Física) existe desde 1965: a Lei nº 4.862, de 29 de novembro de 1965, o instituiu como parte da reforma tributária brasileira que buscava criar um identificador único federal para o contribuinte. Antes disso, cada órgão e estado mantinha seus próprios cadastros locais sem numeração unificada — a Receita Federal simplesmente não tinha como cruzar informações de um mesmo contribuinte em diferentes partes do país. Quem emite e mantém o registro é a Receita Federal do Brasil, e o número acompanha a pessoa por toda a vida: não muda com casamento, divórcio ou mudança de estado. Diferente da Carteira de Identidade (RG), emitida por cada estado, o CPF é federal e único — o que explica sua presença em praticamente todo sistema que precise identificar uma pessoa física no Brasil.
O CNPJ tem uma história paralela. Seu antecessor, o CGC (Cadastro Geral de Contribuintes), foi criado em 1986 para identificar pessoas jurídicas. A transição para o nome CNPJ se deu com a Lei nº 9.715 de 1998. Ambos os documentos usam o algoritmo módulo 11 para calcular seus dígitos verificadores: cada dígito do número recebe um peso, a soma dos produtos é dividida por 11, e o resto da divisão determina o verificador. O processo é aplicado duas vezes, uma para cada DV. Por isso, sequências como 111.111.111-11, 222.222.222-22 e assim por diante são explicitamente inválidas: a legislação optou por excluí-las por serem obviamente fictícias. Um detalhe menos conhecido: o nono dígito do CPF indica a região fiscal de inscrição original — 1 para DF/GO/MT/MS/TO, 2 para AC/AM/AP/PA/RO/RR, e assim por diante até 9 para SP. Isso não impede o uso do CPF fora da região de origem, mas permite identificar onde a pessoa foi cadastrada originalmente.
Um detalhe essencial para quem desenvolve sistemas: CPF e CNPJ podem começar com zero — 012.345.678-90 é um CPF perfeitamente válido. Se você tratar esses valores como inteiros, floats ou doubles, é comum perder zeros à esquerda ou sofrer arredondamentos. O caminho seguro é armazenar, validar e exibir sempre como texto (string), preservando todos os dígitos do jeito que o documento exige. Também vale lembrar a diferença entre validação e verificação: esta ferramenta valida matematicamente — confirma que o número respeita o algoritmo dos dígitos verificadores — mas não verifica junto à Receita Federal se o CPF ou CNPJ está ativo, regularizado ou corresponde a uma pessoa ou empresa real. Para verificação real, é necessário acessar os serviços oficiais da Receita. Os números gerados aqui são destinados exclusivamente a desenvolvimento e QA.
Uso típico
Ambiente de homologação: preencher formulários com CPF/CNPJ sintaticamente válidos.
Perguntas frequentes
Os números correspondem a pessoas reais?
A geração é aleatória entre combinações válidas de DV. Pode coincidir com documentos existentes; use só em testes.
Para que serve esta ferramenta?
Ela roda 100% no seu navegador: útil para validar, formatar ou converter dados no dia a dia de desenvolvimento.
Meus dados são enviados a algum servidor?
O processamento é feito localmente via JavaScript. Não armazenamos o conteúdo que você cola nas caixas de texto.
Posso usar em produção ou para dados reais?
Use por sua conta e risco. Para segredos (senhas, tokens), prefira ambientes controlados e políticas da sua empresa. E lembre sempre de revisar os conteúdos gerados. Nunca confie cegamente nas coisas que vê na internet.